Vacinas

A poliomielite é uma doença viral muito séria que pode levar à paralisia infantil irreversível e à deficiência respiratória, por incapacidade de movimentar os músculos – há algumas décadas, era comum um aparelho “pulmão de aço”, ao qual as crianças ficavam presas, pois ele as ajudava a respirar. Quando o poliovírus se reproduz no sistema nervoso, pode matar células, causando sequelas motoras. 

Parece coisa de filme, mas não é. E adivinha o que acabou com essa doença no Brasil e afastou esse pesadelo de nós! Elas mesmas, as VACINAS A gente costuma dizer que elas são tão eficientes que muitas vezes acabam “vítimas” de seu próprio sucesso: como funcionaram MUITO lá atrás, hoje as pessoas não lembram quais eram os efeitos da doença e acabam deixando a vacinação para depois ou nem se importando muito.

Mas olha só a importância dela: desde que a iniciativa global de imunização teve início, os casos despencaram em mais de 90%. Se não fosse a vacina, mais de 16 milhões de pessoas teriam ficado paralisadas.

Em 1994, o País recebeu o certificado de País livre da poliomielite, mas o fato é que enquanto a cobertura vacinal não for total no mundo, ainda existe o risco de contaminação. Essa doença ainda aparece no Afeganistão, na Nigéria e no Paquistão, o que significa que não dá para baixar a guarda.

O vírus é transmitido de pessoa a pessoa por via fecal-oral ou, menos frequentemente, por um meio comum (água ou alimentos contaminados, por exemplo) e se multiplica no intestino. O risco se tornou maior nos últimos anos: desde 2015, as coberturas vacinais vêm caindo no Brasil, inclusive contra poliomielite, situação que ficou ainda mais grave com a pandemia.

E a vacina?

A campanha de vacinação contra a poliomielite no Brasil tradicionalmente é um sucesso. Afinal, quem não se lembra do Zé Gotinha?

Os pequenos devem receber dois tipos de imunizantes contra esse vírus: a vacina inativada da poliomielite (VIIP) e a vacina oral da poliomielite (VOP).

A primeira é uma injeção dada na rotina aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos de idade. Na rede pública as doses, a partir de um ano de idade, são feitas com VOP. Na rotina de vacinação infantil nas unidades básicas de saúde, a VOP é aplicada nas doses de reforço dos 15 meses e dos 4 anos de idade e em campanhas de vacinação para crianças de 1 a 4 anos.

Aqui na Vacinar, você pode optar pela vacina contra poliomielite junto com a pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib, que provoca meningite. Trata-se do imunizante hexavalente acelular, que é cheio de benefícios: sua fórmula evita efeitos adversos normais de qualquer vacina, como mal estar e febre, e diminui bastante a quantidade de picadinhas que o pequeno toma.

Como funciona a gotinha?

A gotinha produz anticorpos no sangue contra o poliovírus e, em caso de infecção (vale lembrar que as vacinas não protegem contra infecção, mas sim contra formas graves das doenças), evita a disseminação do poliovírus para o sistema nervoso, evitando desta forma a paralisia. 

A gotinha também é capaz de produzir uma resposta imune nos intestinos, o principal local onde o poliovírus se multiplica. Os anticorpos inibem a multiplicação de infecções que vêm seguidas de vírus selvagens, de ocorrência natural.

Ainda de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa resposta no intestino, que onde o vírus se replica mais, explica porque as campanhas de vacinação em massa com a gotinha interrompem a transmissão do poliovírus de pessoa para pessoa. 

As contraindicações são alergias severas a algum dos componentes da vacina ou se estiver com algum quadro infeccioso – em ambos os casos, antes de tomar qualquer decisão, converse com um médico.

Ou seja: para ter completa proteção contra a poliomielite, não é SÓ uma gotinha, o pequeno vai ter que tomar algumas picadinhas e depois vêm as gotinhas – o que, inclusive, se torna uma memória muito bacana da infância, afinal, quem não se lembra de ter visto o sorridente Zé Gotinha durante uma campanha?

Tem alguma dúvida? Converse com a gente e venha proteger seu filho!

Cuide de quem você ama!

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