Vacinas

Um questionamento frequente que tivemos aqui na clínica ao longo da pandemia foi: “quando vão ser disponibilizadas vacinas contra o coronavírus para crianças e adolescentes?”.

Esse momento chegou em junho deste ano, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a proteção para adolescentes maiores de 12 anos, com e sem comorbidades, o imunizante da Pfizer, que deve ser administrado em duas doses – o tempo ideal é que o intervalo entre cada uma seja de 21 dias; no Brasil, por causa da disponibilidade de doses, esse prazo foi estendido para 12 semanas e em alguns casos está sendo antecipado para oito semanas.

Ainda não há vacinas autorizadas para as crianças, mas isso deve ocorrer em breve. A Pfizer solicitou à Food and Drugs Administration (FDA), a agência reguladora americana, a autorização para que o imunizante seja usado em crianças a partir de 5 anos.

O Ministério da Saúde recomendou há algumas semanas, em nota técnica, que somente os adolescentes com comorbidades fossem vacinados. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) se manifestaram pela continuidade da imunização como vinha sendo feita; o Estado de São Paulo, que inclui Sorocaba e região, determinou que a campanha seguiria normalmente, contemplando todos os jovens. O Ministério da Saúde acabou voltando atrás.

Fato é que as vacinas contra a Covid-19 se mostraram seguras e eficazes para os adolescentes. 

Mas por que só a Pfizer pode ser utilizada?

Porque até este momento somente a Pfizer BioNTech solicitou a autorização para que o imunizante seja utilizado neste público e foi autorizada pela Anvisa. Outros estudos estão em andamento e outros fabricantes também devem entrar com pedido.

Os estudos foram duplo-cegos randomizados. Calma, a gente explica: os pesquisadores acompanharam um grupo que tomou a VACINA e outro que tomou o PLACEBO, uma substância sem efeito nenhum. Os cientistas, propositalmente, não sabiam qual paciente estava tomando o que. Essas análises mostraram que a vacina é SEGURA (o primeiro parâmetro considerado) e também EFICAZ não apenas para evitar infecção, mas também casos graves e mortes.

Além da Anvisa, outros órgãos aprovaram o uso dessa fórmula, como o americano FDA, que tem sido utilizada ao redor do mundo.

As vacinas são nossa arma mais potente para continuar freando a pandemia. Sabe a queda de casos que tivemos nas últimas semanas? É tudo graças a elas, as VACINAS.

Crianças e adolescentes podem ter Covid grave?

Os casos sérios em adolescentes são sim, mais raros, mas elas podem ter a Covid-19 grave, inclusive aqueles que não têm nenhuma doença de base. As crianças estão sujeitas ainda à síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, uma doença que “inflama” o corpo inteiro e é muito grave. De acordo com o governo do Estado de São Paulo, a cada dez menores de 18 anos que morreram por causa de complicações da Covid, três não tinham nenhuma comorbidade.

Além de ficar doentes, as crianças podem passar o coronavírus para outras pessoas de seu convívio, como pais, irmãos, avós e colegas de escola. A vacinação é essencial para eles poderem retomar as atividades normais do dia a dia, inclusive as aulas, das quais todos eles estão sentindo falta – e os pais também, por saberem a importância que esse convívio tem na vida dos filhos. 

Tem alguma reação adversa?

Sim, as reações adversas de qualquer vacina: vermelhidão, inchaço e dor no local da aplicação, dores musculares e de cabeça, calafrios, febre e náusea. Como em TODOS OS IMUNIZANTES, os efeitos adversos graves são raros. No caso da vacina da Pfizer, eles podem ser miocardite e pericardite. Conforme o Centro de Controle de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, são raras as notificações desse tipo e os benefícios superam os possíveis riscos.

Cuidados

É preciso esperar 30 dias depois de se recuperar da Covid para que o adolescente possa receber a vacina contra a Covid-19. Se ele estiver apresentando quadro gripal, é importante descartar a infecção por coronavírus por meio de exames, por exemplo. Já se for um quadro infeccioso, converse com um médico antes de levar o filhote para uma unidade de saúde. Se quiser atualizar outras vacinas junto com a contra a Covid-19, também converse com o doutor antes.

É importante tomar a segunda dose no prazo informado, porque só assim o organismo terá a resposta robusta que foi demonstrada em estudo. 

Mesmo depois do esquema vacinal completo, é essencial continuar com todas as prevenções em relação à Covid, pois, mesmo com todas as reduções, a pandemia ainda não acabou e o vírus continua circulando: uso de máscara, higienização constante das mãos, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados.

Tem mais dúvidas? Estamos à disposição para tirar todas elas. Entre em contato pelo telefone (15) 3018-8281 ou WhatsApp (15) 98154-9199.

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