São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue e 42 mortes em 2026

Sorocaba Vacinas & Saúde
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Notícia
23/09/2026

Número é menor do que mesmo período de 2025, mas El Niño favorece mosquitos; 80% dos focos estão em residências.

São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue e 42 mortes em 2026

Com El Niño, a dengue volta ao centro das atenções

O balanço atualizado da dengue no estado de São Paulo aponta que foram registrados 58.683 casos confirmados da doença desde o início deste ano, dos quais 1.180 foram com sinais de alarme e 101 de dengue grave. Até o momento, 42 pessoas morreram e 30 óbitos estão em investigação. 

O número de episódios em 2026 caiu 93,1% em relação ao mesmo período do ano passado, mas a previsão de um El Niño com forte intensidade tem contribuído para incluir a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti no centro de planos estratégicos para lidar com o fenômeno. 

Até a semana 35 de 2025, o mesmo período em relação aos dados deste ano, o estado registrava 855.132 casos confirmados da infecção, dos quais 17.533 eram com sinais de alarme e 1.424 eram de dengue grave. O número de mortes chegava a 1.112. 

No balanço deste ano, ainda há 7.256 casos em investigação e 30 mortes são investigadas. Outras 297.833 notificações foram descartadas.

A Grande São Paulo soma a maior parte dos casos, totalizando 12.919, mas eles se concentram na capital paulista, onde foram registrados 9.859 episódios. Taubaté teve o maior registro de mortes: 14.

Planos para o El Niño

Apesar da redução de casos em relação ao ano passado, a dengue é um ponto de atenção diante do El Niño. 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno tem 90% de possibilidade de se configurar como “muito forte” no período de setembro a dezembro. 

O boletim divulgado no início deste mês pelo instituto aponta para “volumes de chuva acima da média histórica” em parte de São Paulo – assim como no Rio Grande do Sul e parte do Mato Grosso do Sul – e temperaturas acima da média em quase todo o país. 

Esse cenário favorece a proliferação do mosquito da dengue, que é beneficiado com mais locais com água parada por causa das chuvas e que tem o calor como um fator que permite um desenvolvimento mais acelerado do vetor.

O governo federal, estados e municípios já estão com planos para mitigar os efeitos do fenômeno e eles incluem ações contra as arboviroses. 

Fonte: Veja Abril

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