Setembro Amarelo: como as escolas podem ajudar a identificar sinais de sofrimento emocional

Sorocaba Vacinas & Saúde
Sorocaba Vacinas & Saúde
Notícia
18/09/2026

Falar sobre saúde mental também é uma forma de cuidar.

Setembro Amarelo: como as escolas podem ajudar a identificar sinais de sofrimento emocional

Ouvir também é uma forma de cuidar

Falar sobre saúde mental também é uma forma de cuidar. Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida, o tema ganha espaço em escolas, famílias e diferentes ambientes de convivência.

Para crianças e adolescentes, a escola pode ter um papel importante nesse processo. Mudanças de comportamento, isolamento, queda no interesse por atividades que antes faziam parte da rotina ou manifestações de sofrimento podem chamar a atenção de adultos próximos. O Ministério da Saúde ressalta, porém, que sinais isolados não permitem identificar com segurança uma situação de risco e que o acolhimento e a busca por ajuda profissional são fundamentais.

Escola também é espaço de escuta

A rotina escolar permite que professores e outros profissionais acompanhem os alunos de perto. Por isso, a observação de mudanças no comportamento pode ser um primeiro passo para perceber que alguma coisa não está bem.

O papel da escola, no entanto, não é diagnosticar problemas de saúde mental. A proposta é acolher, conversar e, quando necessário, envolver a família e orientar a busca por profissionais e serviços especializados.

É nesse contexto que iniciativas relacionadas à música, à arte, ao esporte e à convivência também podem contribuir para criar espaços de expressão.

Música como espaço de expressão

Na escola de música "School of Rock", em São José dos Campos, o contato com a música acontece também em ensaios em grupo. A proposta da escola permite que os alunos desenvolvam habilidades musicais enquanto convivem com outros estudantes e enfrentam situações como ensaiar em grupo e subir ao palco. Esse ambiente pode favorecer momentos de expressão, interação e construção de confiança.

“A música cria um espaço em que o aluno pode se expressar, conviver com outras pessoas e perceber que não precisa enfrentar tudo sozinho. Por isso, nosso olhar vai além do aprendizado musical. É importante observar cada aluno, respeitar seu momento e manter um ambiente em que ele se sinta seguro para conversar e pedir ajuda quando precisar”, destaca comunicado da escola de música de SJC.

Para especialistas e profissionais da área, falar sobre saúde mental não significa transformar todos os adultos em terapeutas. Significa criar condições para que crianças e adolescentes saibam que podem procurar alguém de confiança quando estiverem passando por uma dificuldade.

Entre as atitudes que podem fazer parte dessa rotina estão ouvir sem julgamentos, demonstrar interesse pelo que o aluno está vivendo, evitar minimizar seus sentimentos e procurar ajuda especializada quando necessário.

"Aqui na escola nós criamos uma campanha de conscientização para pais e alunos sobre o Setembro Amarelo. Sempre levantando pontos com curiosidades para reflexão. O resultado que temos é de se comemorar. Com muita troca e muitos feedbacks positivos", detalhou Ana Clara Costa, da escola Jardim América, de Bragança Paulista.

O Ministério da Saúde cita entre os sinais de alerta mudanças de comportamento ou manifestações verbais que se prolongam, preocupação com a própria morte ou falta de esperança e isolamento. Esses sinais não devem ser analisados individualmente como uma espécie de diagnóstico, mas podem indicar que é necessário prestar mais atenção e buscar ajuda.

Por isso, a recomendação é não esperar que uma situação se agrave para conversar. Perguntar “como você está?” e realmente ouvir a resposta pode ser uma atitude simples, mas importante.

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza

Cuidar da saúde mental envolve diferentes formas de apoio. Conversar com alguém de confiança pode ser um primeiro passo, enquanto situações que exigem acompanhamento devem ser encaminhadas para profissionais e serviços de saúde.

O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias. O atendimento é realizado por voluntários e segue princípios de sigilo e anonimato.

Fonte: Globo

Gostaria de saber mais informações? Continue acompanhando as nossas redes sociais ou acesse ao nosso portal.

Conheça nosso blog e fique por dentro de tudo.